Nem nativo, nem exótico. Cosmopolita.

A distribuição de espécies é determinada por uma série de fatores. Limites e barreiras geográficas podem definir a distribuição de um organismo – imagine um animal não alado que encontra-se em uma ilha, a lá Robinson Crusoé.

Com o desenvolvimento da humanidade, ou melhor, com a criação dos meios de transporte modernos, não só as pessoas expandiram sua distribuição a lugares anteriormente não nativos, mas uma série de espécies foram de carona.

Animais como baratas e ratos (inicialmente asiáticos) atualmente encontram-se praticamente em todos confins do planeta!

Algumas dessas espécies de organismos foram intencionalmente levados no porta malas, como forma de alimento, companhia ou transporte. Mas alguns foram levados sem querer.

Ultimamente o corpo editorial aobelprazeriano tem se deliciado com algumas dessas espécies caroneiras.

Na região sul do Brasil, junto com as florestas de espécies exóticas (intencionalmente trazidas e plantadas por interesse comercial) habitam e se desenvolvem, sem nenhum estardalhaço, espécies de fungos que vivem em íntima relação simbiótica com essas florestas – fungos micorrízicos.

Dentre elas, o editor tem especial carinho por três. Boletus edulis, Lactarius deliciosus, Suillus granulatus. Todos deliciosos na panela, refogados com alho, alguma erva fresca, algum ácido e um toque de gordura (nata, manteiga, leite mesmo), somados a alguma pimenta vermelha pra esquentar a experiencia toda.

Alguns vizinhos de casa, outros um pouco mais distantes, mas todos nem nativos, tão pouco, estranhos. Representam um princípio tão humano – onde estamos, mudamos os outros à nossa volta, onde vamos, carregamos algo conosco.

Nesse caso, um princípio delicioso. Delicious!

Ricardo J. Stein

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Churrasco?

  
Photo by Dra Camille Cecile Charline Larue (merci, Larue!)

Phil, a marmota, anda me perguntando sobre qual vinho beber com churrasco. O Phil mora no hemisfério Norte, aliás como todas as marmotas que conheço, e deve estar desfrutando de um belo de um verão, e claro, comendo um grelhado outdoors.

Caro Phil, depende.

Depende do que está na grelha. Aqui em casa o pessoal é bem ortodoxo, e com raras excecões experimentais, testadas por um dos membros do corpo editorial, não se aventura muito. Ou seja, carne com sal, pimenta e talvez num impulso modernista, alecrim.

Mas não depende somente do tempero da carne, obviamente, mas do que está sendo assado também.

Carne com muita gordura, menos gordura, porco, frango, cordeiro? Pão com alho e abacaxi pra ajudar na azia mais tarde?

Não só o tipo de carne, mas qual o corte a ser assado? Vazio, ojo de bife, costela, picanha?

Nos Estados Unidos a coisa pode ficar ainda mais difícil. Texas, Carolina or Kansasstyle (existe quase uma infinidade de estilos!)?

Não me aventuro a te dar uma resposta, Phil. Mas eu tentaria algo que não comprometesse muito em nenhuma frente. Bastante fruta, poucos taninos, não muita acidez e com certeza nada muito caro, antigo ou refinado. 

Nada muito sério, para combinar com o clima de um churrasco! 

Marichal Reserve Collection Tannat 2011 (Canelones, Uruguay). Muita gente acha que com carnes em geral, vinhos com tannat (by the way, o nome tannat é derivado do ácido tânico, composto que liga-se a proteínas!) combinam muito bem. Eu entendo a lógica, mas acho em geral esses tannats do Uruguay muito duros, sem fruta e sem graça alguma. Esse aqui é uma exceção – bastante fruta e com uma ótima acidez. Delicioso com uma paleta de cordeiro à moda Flavião (i.e. um pouquinho de alecrim, alho, sal e pimeta preta).

O Editor

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De volta à casa!

O grupo editorial aobelprazeriano gostaria de celebrar o retorno de um de seus membros (ou alter egos!). Novos desafios, muita paciência, e o re-encontro de memórias muito queridas, e de outras muito desagradáveis, bem vindos sejam!

Fabre Montmayour Grand Vin 2009 (Mendoza, Argentina). Um assemblage, i.e mistura!,  de uma grande proporção de Malbec (85%), um pouquinho de Cabernet Sauvignon (10%), e menos ainda de Merlot (5%). Um grande vinho, cheio de fruta ainda, muito corpo. Delicioso, um gosto de lembrança de tempo bom.

O Editor 

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“There is a grandeur in this view of life…”

Viano (13.08.11) - site view 8

“There is grandeur in this view of life, with its several powers, having been originally breathed into a few forms or into one; and that, whilst this planet has gone cycling on according to the fixed law of gravity, from so simple a beginning endless forms most beautiful and most wonderful have been, and are being, evolved.”

― Charles Darwin, The Origin of Species

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Home!

Coturri Pinot Noir 2006 (Sonoma, EUA) . Hippie, fantástico!

Ricardo J. Stein

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Da subjetividade

Cham (13.08.11) - Rege river

Meio manco, o grupo editorial se reuniu. Aquela coisa de sempre, alguém tem que cozinhar, sustentar o vício e fingir que concorda com tudo.

Mas, como era de se esperar, um membro mais descontrolado e histérico entra em discussões intermináveis sobre qualquer assunto. Vinho, ciência, amores antigos e vidas passadas.

Todos com o mesmo quociente comum – a saudade melhora as coisas; de alguém, de lembranças. De um tempo que não volta mais – ainda bem.

Fator governante de todas relações subjetivas, com vinhos ou com o que quer que seja. Memória seletiva.

O blog comemora a subjetividade presente em todas decisões, e ama Cabernet Franc.

Viva a subjetividade, fator essencial em todas relações humanas e por isso, tão simples e corriqueira.

 

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Pausa para cerveja!

altbier

Um dos colaboradores do Blog me mandou um email sobre como as cervejas na Alemanha são fantásticas. Meio batido né, Ricardo?

Mas ele fala sobre um tipo um pouco esquecido e delicioso de cerveja.

Editor, Altbier, cerveja velha na tradução ao português, velha de ser produzida com tradições antigas, cor âmbar e encorpada e amarga. Ótima com um Schweinshaxe mit sauerkraut!!!

Ótima cerveja, e viva a Alemanha!

O Editor

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