Churrasco?

  
Photo by Dra Camille Cecile Charline Larue (merci, Larue!)

Phil, a marmota, anda me perguntando sobre qual vinho beber com churrasco. O Phil mora no hemisfério Norte, aliás como todas as marmotas que conheço, e deve estar desfrutando de um belo de um verão, e claro, comendo um grelhado outdoors.

Caro Phil, depende.

Depende do que está na grelha. Aqui em casa o pessoal é bem ortodoxo, e com raras excecões experimentais, testadas por um dos membros do corpo editorial, não se aventura muito. Ou seja, carne com sal, pimenta e talvez num impulso modernista, alecrim.

Mas não depende somente do tempero da carne, obviamente, mas do que está sendo assado também.

Carne com muita gordura, menos gordura, porco, frango, cordeiro? Pão com alho e abacaxi pra ajudar na azia mais tarde?

Não só o tipo de carne, mas qual o corte a ser assado? Vazio, ojo de bife, costela, picanha?

Nos Estados Unidos a coisa pode ficar ainda mais difícil. Texas, Carolina or Kansasstyle (existe quase uma infinidade de estilos!)?

Não me aventuro a te dar uma resposta, Phil. Mas eu tentaria algo que não comprometesse muito em nenhuma frente. Bastante fruta, poucos taninos, não muita acidez e com certeza nada muito caro, antigo ou refinado. 

Nada muito sério, para combinar com o clima de um churrasco! 

Marichal Reserve Collection Tannat 2011 (Canelones, Uruguay). Muita gente acha que com carnes em geral, vinhos com tannat (by the way, o nome tannat é derivado do ácido tânico, composto que liga-se a proteínas!) combinam muito bem. Eu entendo a lógica, mas acho em geral esses tannats do Uruguay muito duros, sem fruta e sem graça alguma. Esse aqui é uma exceção – bastante fruta e com uma ótima acidez. Delicioso com uma paleta de cordeiro à moda Flavião (i.e. um pouquinho de alecrim, alho, sal e pimeta preta).

O Editor

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De volta à casa!

O grupo editorial aobelprazeriano gostaria de celebrar o retorno de um de seus membros (ou alter egos!). Novos desafios, muita paciência, e o re-encontro de memórias muito queridas, e de outras muito desagradáveis, bem vindos sejam!

Fabre Montmayour Grand Vin 2009 (Mendoza, Argentina). Um assemblage, i.e mistura!,  de uma grande proporção de Malbec (85%), um pouquinho de Cabernet Sauvignon (10%), e menos ainda de Merlot (5%). Um grande vinho, cheio de fruta ainda, muito corpo. Delicioso, um gosto de lembrança de tempo bom.

O Editor 

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“There is a grandeur in this view of life…”

Viano (13.08.11) - site view 8

“There is grandeur in this view of life, with its several powers, having been originally breathed into a few forms or into one; and that, whilst this planet has gone cycling on according to the fixed law of gravity, from so simple a beginning endless forms most beautiful and most wonderful have been, and are being, evolved.”

― Charles Darwin, The Origin of Species

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Home!

Coturri Pinot Noir 2006 (Sonoma, EUA) . Hippie, fantástico!

Ricardo J. Stein

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Da subjetividade

Cham (13.08.11) - Rege river

Meio manco, o grupo editorial se reuniu. Aquela coisa de sempre, alguém tem que cozinhar, sustentar o vício e fingir que concorda com tudo.

Mas, como era de se esperar, um membro mais descontrolado e histérico entra em discussões intermináveis sobre qualquer assunto. Vinho, ciência, amores antigos e vidas passadas.

Todos com o mesmo quociente comum – a saudade melhora as coisas; de alguém, de lembranças. De um tempo que não volta mais – ainda bem.

Fator governante de todas relações subjetivas, com vinhos ou com o que quer que seja. Memória seletiva.

O blog comemora a subjetividade presente em todas decisões, e ama Cabernet Franc.

Viva a subjetividade, fator essencial em todas relações humanas e por isso, tão simples e corriqueira.

 

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Pausa para cerveja!

altbier

Um dos colaboradores do Blog me mandou um email sobre como as cervejas na Alemanha são fantásticas. Meio batido né, Ricardo?

Mas ele fala sobre um tipo um pouco esquecido e delicioso de cerveja.

Editor, Altbier, cerveja velha na tradução ao português, velha de ser produzida com tradições antigas, cor âmbar e encorpada e amarga. Ótima com um Schweinshaxe mit sauerkraut!!!

Ótima cerveja, e viva a Alemanha!

O Editor

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Viva a diversidade!

Eu realmente gosto dos vinhos feitos com a uva Nebbiolo.

Junto com a Pinot Noir, limita-se à produzir vinhos bons em somente algumas regiões, quer seja por questões climáticas ou humanas.

Talvez por isso seja tão especial. Barolos e Barbarescos podem ser majestosos, incríveis, mas ultimamente tenho me encantado por denominações menos conhecidas, mas muito especiais.

Picotendro

No norte do Piemonte, Boca, Bramaterra e Gattinara produzem Nebbiolos fantásticos, com um pouquinho de uma outra uva muito especial, a Vespolina. Menor, com certeza, e muito interessante.

São todos vinhos muito bons à mesa, com pouca ou quase nenhuma madeira nova (esqueça aquele cheiro de baunilha) com pouco ou nenhum açúcar residual.

No Valle d’Aosta, uma das regiões mais bonitas da Europa, a Nebbiolo chama-se Picotendro. E produz vinhos excelentes, mais ácidos e bem menos estruturados, mas um pouco mais escuros.

Deliciosos!

Como um bom livro, no final sempre começo a ficar com saudades do início.

Ricardo J. Stein

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